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"Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo.
(Caio Fernando de Abreu)
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O milho e a pipoca: uma metáfora sobre o poder da educação

cafepedagogico:

A educação, especificidade humana, como um ato de intervenção no mundo” (FREIE, 1996)

Todo ser vivo nasce com uma intenção de ser. Se deixado entregue aos desígnios de sua própria natureza trará a tona toda sua essência boa e má e, prevalecerá aquela que no momento da criação manifestou-se primeiro, mais forte, com poder de intervir.

Assim é o milho. Traz dentro de si toda a intenção da semente: crescer, frutificar e gerar outros seres tais quais sua matriz.

O milho ao longo de sua jornada seguirá o destino que seu cultivador lhe der: semente ou alimento. Deixado ao sabor de sua mãe natureza, com certeza portar-se-á como futura matriz, gerando ou não frutos a partir do tipo de solo que cair. Mas, sob a ação intervencionista do homem ele poderá dar origem a uma nova espécie hibridizada, transformar-se nos mais diferentes alimentos, inclusive numa pipoca. E é justamente sobre essa transformação do milho em pipoca que se pode construir mais uma metáfora sobre o poder da educação.

Assim com o óleo, a panela e o calor do fogo foram capazes de alterar a intenção do milho, a educação também é capaz de modificar a essência animalesca do homem primitivo.

O que é a pipoca se não o resultado da interferência de fatores externos, intencionais, dirigidos sobre a natureza da semente?

Metaforicamente falando, podemos comparar as pessoas como um milho. Vem ao mundo não em espiga, pois seu invólucro é outro, mas trazendo sem si a mesma essência de vida e as propriedades do vir a ser. Cada um dará origem a sua espécie. Só que o reino vegetal e o reino animal com exceção do animal racional chamado homem são mais simples. Seu vir a ser é mais determinado, mais dirigido, mais pronto e sujeito a menos variáveis que o animal racional que vem compor a humanidade. O indivíduo nasce bruto, incompleto e biologicamente tal qual seus ancestrais. A incompletude de ser o impele a busca permanente do que lhe falta. E essa busca precisa ser orientada para ser regida por outro princípio que não seja o do prazer.

O sujeito para ser humano precisa ser edificado permanentemente sobre a sua ruína histórica para que possa ser amanhã, melhor do que hoje. Isso implica em afastar da sua intenção de ser para transformar-se em outro ser, produto das forças edificatórias da civilização. Esta, nada mais é do que um grande conjunto de pessoas que se sujeitaram as regras imposta para se viver em sociedade.

Quanto mais desenvolvida for a sociedade, mais necessário será que o indivíduo se adapte a ela, para que estabeleça a harmonia entre os seres que a compõem. A educação socializa, informa, transforma contribui para a evolução do pensamento, do conhecimento do homem sobre o homem e de tudo que o cerca.

Ela tem o poder de transformar o homem e consequentemente tudo que a partir dele for construído. Tal qual o milho que ao ser submetido à força de seus agentes transformadores mudou totalmente a sua maneira de estar no mundo ao virar pipoca.

A educação também tem o poder de alterar a natureza animalesca do homem ao agir sobre sua libido. Por isso pode-se dizer que o “educador é o gestor da libido alheia” e a educação o processo artesanal de ação.

O ser humano para se tornar humano precisa socializar-se, submeter seu psiquismo às regras da civilização rompendo a tirania da intenção primitiva de seu ser.

Como os pais são os primeiros indivíduos a lidar com a criança, eles também são os responsáveis em afastar a criança da animalidade e fazê-la caminhar na direção da civilidade. O medo de perder o afeto das figuras parentais leva a criança, na fase anômica, a seguir o que é estabelecido para ela. Mas para que isso aconteça é necessário que seus pais saibam lidar com a privação, pois só é possível levar o sujeito a entrar em contato com a inevitável sensação da perda, se ele tiver vivido essa situação. Ninguém dá o que não tem. Essa função educadora é essencial na formação de uma humanidade equilibrada e saudável.

Utilizando-se outra metáfora Uma segunda instância também é capaz de contribuir para extrair o brilho que há em cada pedra antes da lapidação: - a escola. É nesse espaço/tempo que os educadores podem trabalhar o indivíduo, enquanto ser bruto, cheio de arestas, mas com incrível capacidade de mudança, pois ainda está em fase de formação.

É por tudo que foi descrito que não vejo outro caminho na transformação da sociedade, no responsável equilíbrio planetário que não seja através do poder da educação.

Mas pra que isso aconteça necessitamos deixar de lado as metáforas, e sermos mais práticos. Partamos para a ação com pena de não termos tempo suficiente para cumprir os propósitos da educação: construir um mundo melhor a partir da formação de uma humanidade melhor, mais ética, mais responsável, psiquicamente mais saudável.

Referência bibliográfica


FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996


O Maior dos Professores o Fracasso é.

codigodocavalheirismo:

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Nós vivemos com uma visão interna de quem nós podemos ser, de quem nós enxergamos que somos. É uma visão idealizada sem dúvida, e ao mesmo tempo que queremos que as pessoas enxerguem tudo aquilo em nós, brigamos com nós mesmos para a manter em cheque. Essa briga interna é constante, e fazemos de quase tudo para evitar de termos que nos enxergar como menos do que achamos que somos, inclusive deixar de fazer algo, deixar alguma oportunidade passar por medo de que não seríamos bem sucedidos o bastante para sustentar essa visão interna que temos (embora essa parte raramente seja consciente.)

Vivemos cercados de mensagens de positividade e sucesso, pessoas postando muitas vezes mentiras nas redes sociais, manipulando fotos e frases querendo passar a impressão de estarem bem, muitas vezes mesmo mascarando um caso de depressão. Sentimos constantemente que a nossa vida não é tão boa quanto poderia ser, que poderíamos fazer mais coisas, ter mais coisas e etc. Como se isso realmente fosse resolver algo. Como se fossemos encontrar algo buscando o vazio dos outros.

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Temos medo de nos expor, de passarmos vergonha, de fazer algo que realmente assusta, porquê isso pode revelar aquilo que não queremos ver de maneira alguma, podemos ver que somos de fato seres imperfeitos, que temos defeitos a serem trabalhados, que não somos toda a grandiosidade que fantasiamos internamente. Mas esse medo nos priva de algo de valor indescritível, o aprendizado. É verdade que não é boa a sensação de estar errado, não é gostoso passar vergonha, não nos sentimos bem fracassando, mas quando passamos por isso temos uma oportunidade única de aprender. 

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A verdade é que você tem uma ideia de quem você é, mas a menos que você se exponha nunca vai saber do que é capaz, nunca vai saber quão forte você realmente é, pois como vai saber qual a força que você tem sem resistência contra a qual testá-la? Temos medo de  enxergar os espaços e rachaduras na nossa armadura diária, de termos a nossa visão de quem somos distorcida ou ser revelar como mentira, não queremos nos sentir vulneráveis, mas como podemos mudar, crescer e ficarmos mais fortes se não conseguirmos admitir o problema em primeiro lugar?

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Quando fracassamos podemos ver justamente isso, a verdade sobre nós mesmos, coisas que muitas vezes não conseguimos enxergar ou que escondemos por medo de serem verdade são expostas, e podemos sentir ainda a tentação de querer esconder isso de novo e manter a ilusão, mas como você vai crescer alimentando uma ilusão sabendo que a verdade é bem diferente? Você pode acabar descobrindo que tem vergonha de falar em público, e pode tomar isso como um problema seu ou fazer algo a respeito, você pode descobrir que não tem lá grande força física, e pode dizer que é fraco ou fazer algo a respeito, só podemos melhorar nossos defeitos, nossas fraquezas a partir do momento em que estamos dispostos a enxergá-los, e se expor, se desafiar, descobrir do que se é feito é uma das melhores oportunidades que você pode ter para isso. 

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Confrontar suas limitações de frente, aceitá-las, aprender com elas, superá-las talvez, é a única maneira que você tem de crescer como ser humano, de se tornar uma pessoa realmente melhor, enxergar nas suas limitações e lutas diárias a luta dos outros ao seu redor, entendê-los melhor, se capaz de aconselhar, compreender porque você também passa por aquilo. Ironicamente, quanto mais descobrimos nossas fraquezas mais fortes ficamos, porque somos obrigados a deixar de lado a ilusão de grandiosidade que carregamos e lidamos com a verdade e só assim você vai descobrir que é capaz de muito mais do que acreditava ser. 

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texto original: https://codigocavalheirismo.wordpress.com/?fbclid=IwAR1NbmYTy24vSjiB8tcxcJwK19wAaC_LPvpYdON6mXHqHdm5gXWR7Cfx59A


eclesiais:

Para você que está lendo isso:

Você é maior que a tua ansiedade.


#makeup


Uma das grandes certezas da vida é que o tempo nos mostra muitas coisas. Inclusive aquelas que insistimos em fechar os olhos para não ver.


Existe o tempo perfeito para todas as coisas, e a sua ansiedade não fará esse tempo vir mais rápido.
Zoe Lilly
(via maiortesouro)


O coração de uma mulher é um oceano profundo e cheio de segredos
Titanic (via misspiradinha)

Somos um eco do que imaginamos ser
— Supercombo (via 427-km)

você pode se perdoar hoje
perdoar alguém que te feriu
ou
apenas tentar
porque tentar ainda é muito.